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Cachoeira do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, sendo o quinto mais antigo do estado, emancipado da cidade de Rio Pardo e instalado em 1820. A origem de seu nome se deve a uma antiga cachoeira existente no Rio Jacuí, porém em seu lugar foi construída a Ponte do Fandango. É considerado uma das quatorze capitais farroupilhas.
Localiza-se na Mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense e na Microrregião de Cachoeira do Sul. Fisiograficamente, está na Depressão Central do Rio Grande do Sul, na área compreendida como Vale do Jacuí,[5] além de ser a principal e maior cidade do Conselho Regional de Desenvolvimento do Jacuí Centro e da Diocese de Cachoeira do Sul.
Atinge uma altitude média de 26 metros ao nível do mar. Encontra-se às margens da Rodovia Transbrasiliana (BR-153) e distancia-se 196 km da capital estadual, Porto Alegre. Em 2007, possui uma população de 86.557 habitantes,[6] sendo a maior cidade às margens do Rio Jacuí e tendo um de seus apelidos como "Princesa do Jacuí".
Cachoeira também ostenta o título de "Capital Nacional do Arroz", devido aos seus laços históricos com este grão. Em comemoração a isso, a cidade sedia a Feira Nacional do Arroz (Fenarroz), o maior evento orizícola das Américas e o segundo no mundo.[7] O município também é o maior produtor de noz-pecã da América Latina.[8] Possui diversos pontos turísticos dentre os quais pode-se citar o Château d'Eau (cartão-postal da cidade) e a Ponte do Fandango, primeira ponte-barragem construída no Brasil, sobre o Rio Jacuí.
Cachoeira possui uma frota de 20.910 automóveis, 5.782 motocicletas, 1.353 caminhões, 2.485 caminhonetas, 170 carretas, 44 microônibus, 1.023 reboques, 229 ônibus e 10 tratores de rodas.
Turismo
Cachoeira do Sul possui em seu turismo aspectos da sua história. Desde 2005 o governo tem se empenhado em transformar o município em um pólo turístico.
O cartão-postal do município é o Château d'Eau (Castelo das Águas, traduzido da língua francesa para a língua portuguesa), inaugurado em 1925 para bombear água até as partes mais altas da cidade, foi desativado em 1980. Em 2007 foi reconhecido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul como patrimônio histórico do estado. Em sua frente está a Catedral Nossa Senhora da Conceição, templo católico inaugurado em 1799. Os dois monumentos fazem alusão à figura mitológica de Netuno e à figura católica de Nossa Senhora da Conceição, que possuem estátuas no topo do Château d'Eau e da Catedral, respectivamente.
A Sede da Prefeitura do município foi inaugurada em 1865 para ser uma cadeia. Durante a Guerra do Paraguai, serviu de hospital para a recuperação de soldados. Após, foi sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 1982 passou a ser somente a sede da Prefeitura Municipal.
Outros templos, como a Igreja Santo Antônio (construída em estilo barroco), a Igreja São José (em um estilo novo, em formato redondo, e possui um dos maiores complexos da região com o templo principal, outro menor, pavilhão, sede da paróquia, transmissora da Rede Vida e da TV Canção Nova) e o Templo Martinho Lutero (construído por alemães e principal símbolo luterano na cidade) também são muito procurados.
A Ponte de Pedra, localizada a 5 km da cidade, foi a principal passagem da região centro até Porto Alegre, no século XIX. A ponte faz a travessia entre as duas margens do rio Botucaraí e, diz a história, que Dom Pedro II já atravessou-a.[56]
A Ponte do Fandango, outro principal cartão-postal da cidade, foi inaugurada em 1961 para facilitar o acesso da cidade com Porto Alegre. Foi a primeira ponte-barragem do Brasil e, na época, a segunda maior ponte do mundo.[57] Suas eclusas fazem com que a parte superior do rio Jacuí também seja navegável. Foi construída exatamente no lugar onde era a cachoeira que originou o nome da cidade.
A Casa da Aldeia, o prédio mais antigo de Cachoeira, está atualmente em deterioração. A Câmara de Vereadores, por estar em um ponto central, também acaba por atrair turistas, além de outros prédios históricos no Centro que se tornaram comércio ou agências bancárias, como a fachada do Banrisul, do Itaú e da antiga agência do Unibanco. Há ainda as fachadas da União de Moços Católicos e do antigo Cine Coliseu, a Fonte das Águas Dançantes (na Praça José Bonifácio), o Engenho Roesch e o antigo prédio do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul.
| Município de Cachoeira do Sul | |||||
| "Capital Nacional do Arroz" "Princesa do Jacuí" | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 5 de agosto | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 26 de abril de 1819 | ||||
| Gentílico | cachoeirense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Sérgio Ghignatti (PMDB) (2009 – 2012) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Centro Oriental Rio-grandense IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Cachoeira do Sul IBGE/2008[1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Novo Cabrais, Candelária, Paraíso do Sul (N), Rio Pardo (L), Encruzilhada do Sul, Santana da Boa Vista, Caçapava do Sul (S), São Sepé e Restinga Seca (O). | ||||
| Distância até a capital | 196 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 3.735,167 km² | ||||
| População | 86.557 hab. est. IBGE/2009[2] | ||||
| Densidade | 23,2 hab./km² | ||||
| Altitude | 26 m | ||||
| Clima | subtropical Cfa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,788 médio PNUD/2000[3] | ||||
| PIB | R$ 690.396 mil IBGE/2005[4] | ||||
| PIB per capita | R$ 7.723,00 IBGE/2005[4] | ||||
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